quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Post de sete faces

Quando eu nasci... não lembro bem como foi, se teve anjo ou o que ele disse. Faz muito tempo e a memória me falha às vezes. Se eu lembrasse, talvez pudesse entender o que ele me mandou ser na vida.

Tudo ao redor é azul e imenso. Às vezes com tons de cinza e espumas brancas. As manhãs e as tardes, mas as noites não. As noites são negras negras. Às vezes tem as plataformas, gigantes com olhos de chamas que espiam a gente. E ser espiados nos faz sentir menos sós.
O desejo é um só: navegar de volta. (José, para onde?)

Pra que tanto mar, meu Deus, perguntam meus olhos. Porém meu coração quer perguntar outras coisas...

O homem debaixo do capacete, o homem dentro do macacão, o homem em cima das botas é muitos em um só.
Os homens debaixo dos capacetes, os homens dentro dos macacões, os homens em cima das botas são um só em muitos.

(Meu Deus, sei que as vezes me abandonas que é pra eu saber seguir sozinha...)

Mundo, mundo, vasto mundo
Se tu te chamasses Mar
Eu buscaria tanto a Terra?
Mar, mar, vasto mar
quanto do teu sal
são lágrimas da que por ti erra?

Eu não devia te dizer, mas esse swell bota a gente enjoada como o diabo...


- PS:  Minha cabeça tá muito bagunçada pra escrever alguma coisa linear, então saiu essa coisa meio Drummond, meio bagunça, com um toque de Pessoa e tudo... uiuiui!
- PS²: Para quem não sacou as referências, se mata aqui vão: Poema de Sete Faces (óbvio) e José de Drummond; Mar Portuguêz de Fernando Pessoa.





Atual residência: mar agitado
Musica do dia:
Só sei dançar com você - Tulipa

Um comentário:

m. disse...

bonito o que escreveu... ainda está buscando se encontrar, cada dia vai somar lá longe, vc vai ver! o mar, o sal, a noite e sua vida balançante... com certeza estava nos planos de Deus.