Quando o querer não se contenta
Com o quente da alma
E o pensamento rebenta
Depressa e de calma
Teu toque que eu tanto esperava
E tanto queria,
Teu rosto que eu vezes lembrava
E no mais esquecia,
Teu gosto que eu adivinhava,
De água e semente,
Teu corpo que só descansava
No morno da mente
É mão que vem intranquila
Por montes e guizos
E a boca entreaberta suspira:
“Perdeste o juízo!”
**Poema que escrevi há anos, mas hoje me vieram os primeiros versos à cabeça do nada (mentira, teve motivo)