quarta-feira, 9 de março de 2011

Formiguinha

Às vezes eu acho tão normal ter o corpo tatuado, tão normal ser uma mulher independente e ciente das minhas vontades, tão normal ter amigos gays e vê-los como seres humanos normais que têm o direito de ser felizes como qualquer outra pessoa, que esqueço que isso é uma atitude super prafrentex minha. Infelizmente a sociedade ainda não está pronta para pensar assim, há ainda quem se espante com a naturalidade com que trato tais assuntos. Muita gente, mas muita gente mesmo ainda acha que tatuagem é coisa de bandido. Que lugar de mulher é na cozinha. Que homem pode “pegar geral”, mas mulher se for pra cama de primeira é piranha. Mas o que mais me indignou esses dias foi saber que ainda há quem ache que homossexualidade é doença...

A medievalidade do pensamento das pessoas em pleno século XXI me espanta! Me espanta e entristece. Gostaria muito de poder fazer algo para esclarecer as pessoas, mudar o pensamento delas. Como professora, educar acaba sendo uma tendência minha: sempre tento, pacientemente, dar meus argumentos racionais sem me alterar e sem desdenhar da opinião alheia... às vezes dá certo. Se eu mudar uma mente, que mudar uma mente, talvez tenhamos um futuro de pessoas mais tolerantes e prafrentex... mas é um trabalho de formiguinha. E formiga tem que ser incansável... já eu às vezes canso!
Atual residência: mar, operando na FPSO - Brasil
Música do Dia: none

2 comentários:

andré disse...

vi um comentário seu no facebook e, assim, de chofre, me lembrei das conversas todas e dos nossos e-mails coloridos. fui procurar seu blog e achei o antigo, reli até uns comentários que eu tinha postado, e fiquei com saudade. que bom que te achei aqui de novo e que, de alguma forma, a sensibilidade que nos conecta persiste, ainda, para além dos tempos e dos mares.

um beijo!

Clara Edwiges disse...

Estou nesse mesmo 'barco'. E ainda continuo ficando ultra pasma com esse tipo de coisa...